sábado, 21 de janeiro de 2012

Férias na Casa de Praia de Babá e Célia - VII - Quinta-feira Nublada

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Nada melhor para comer nun dia chuvoso, que um pirão. Então atacamos de Cozido.
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A previsão no telejornal da noite anterior para o tempo da quinta-feira foi batata: nublado com chuva. Utilizamos aqui no Nordeste esse termo de “foi batata” quando queremos dizer que “deu certo”.

Sugeri a Babá um Cozido para aquela manhã chuvosa, e ele me lembrou de incluir batata doce, como sempre faz com os seus.

Na feirinha do Mercado de Tambaú comecei a procura pelas carnes – Cupim, Chambaril, Peito,  Músculo, Charque de Cupim, Paio e Bacon – enquanto Nadja, Izabel e Kekel atacavam nas hortaliças – Couve Folha, Batatas Doce e Inglesa, Cenoura, Milho Verde, Jerimum, Quiabos, Maxixes, Banana da Terra, Chuchu, Repolho e Macaxeira.
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Praia do Jacaré - João Pessoa-PB - Logo depois do por do Sol.
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Enquanto aferventava a Charque,  temperei as carnes – menos o Bacon e o Paio – com alho, pouco sal – por causa da charque – colorau, pimenta do reino, uma pitada de cominho e vinagre.

Numa grande frigideira dourei cebola no óleo e fritei rapidamente de todos os lados os pedaços de carne temperados. Isso fecha os poros e impede que percam o suco. Depois passei essas carnes mais a Charque escorrida  para uma panela e deixei que começassem a ferver,  para só então acrescentar o caldo básico já aquecido (para os preguiçosos pode ser água). Panela tampada e fogo baixo. Deixo sempre para incluir o Paio e o Bacon quando já estão quase macias.
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Jurandir do Sax: Uma idéia que deu certo.
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Cozinhei os legumes em água com dois tabletes de caldo de carne - ou legumes - colocando primeiro os que demoram mais a cozinhar, como Macaxeira, Cenoura, Milho Verde, Batatas, etc..

Eliminei metade da água onde os legumes foram cozidos e acrescentei ao restante todo o molho das carnes. Com essa delícia de caldo Nadja mexeu o pirão, e servimos com arros bem branquinho.

Depois disso, com os corações já ocupados pela saudade da despedida prevista para o dia seguinte, tiramos uma soneca.
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 A simpática sinalização da lojinha de Graça, irmã da minha cunhada Célia.
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Acordamos com a meninada agitada para o passeio previsto para a Praia do Jacaré onde assistiríamos ao famoso por do Sol. Assim foi feito.

Estacionamos os carros já sob o som do Bolero de Ravel saindo com vigor do Sax Tenor de Jurandir do Sax.

A irmã de Célia, Graça, que tem uma linda loja – Mãe Terra – naquele lugar encantado, conseguiu para todos nós passe livre, e cada um ganhou uma pulseirinha colorida. Consegui, na multidão, um lugarzinho esquecido e dele fiz muitas fotos até o final do show.
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A bordo, Izabel, Nadja e Kekel.
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Fomos então conhecer a lojinha Mãe Terra. Nela trabalha toda a família de Graça: o marido Bob e os filhos. Eles mesmos criam e produzem as lindas peças ali expostas e negociadas.

Num giro pelas redondezas acompanhado de Babá e das crianças, resolvi provar umas pimentas paraibanas servidas em minúsculos e finos pedacinhos de queijo de coalho. Depois de duas geléias de pimenta com sabor de frutas, o “artista” me apresenteou para degustar uma que deve ser diluida em molhos antes de servir. Explodiu na boca. Achando graça me serviu em seguida suco gelado de caju, mas ainda tive que tomar três bolas de sorvete para amenizar o estrago. Mesmo assim, tive que reconhecer que era deliciosa, e comprei um vidro, mas para diluir em molhos.


Ainda saimos à noite para visitar pessoas queridas, mas com um aperto no peito, pela proximidade da despedida.
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