segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Férias na Casa de Praia de Babá e Célia – IV – Churrasco Numa Sexta-Feira 13

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 Nando, Luiz Carlos, Eu e Alexandre: quatro dos cinco irmãos.
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Acordei às três da matina lembrando que não tirara as carnes do congelador no dia anterior para a parte de baixo da geladeira. Não dava mais tempo para esses requintes, tinha que retirá-las para a bancada da cozinha para que desse tempo para um descongelamento completo. Assim o fiz.

Substituí a caminhada matinal pelos últimos preparativos para os acompanhamentos das carnes. Nadja preparou uma salada com alface americana, rúcula, rabanete, pepinos, tomates e cebolas cortadas em tiras longitudinais, servidas com um molho de iogurte natural, creme de leite, sal e salsinha fresca bem picadinha. Meu irmão Nando preparou um vinagrete e Célia ficou com a farofa na manteiga, arroz e maionese de batatas.

Às 10:00 h. chegou a churrasqueira de Nando. Excelente, mas ideal para um casal. Estávamos esperando cerca de trinta pessoas. Conseguimos uma outra com um amigo da família, mas também era muito pequena, mesmo se juntássemos as duas.

Lembrei de alguns churrascos de anos atrás, quando não dava muita importância a esses detalhes e terminava com uma fila de famintos segurando seus pratos com os acompanhamentos, me olhando atravessado por não estar com carne pronta para eles.
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Meu sobrinho Francisco Vasconcelos e minha filha "Quequel" Rolim: cinco anos de uma grande amizade.
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Disse a Babá que tínhamos que conseguir uma churrasqueira bem maior, e fomos levados até a simpática residência dos artistas plásticos Nilso Luiz e Leda Maria. Ele, designer de móveis, e ela designer de ambientes. Parecia que havíamos entrado num Conto de Fadas. Tudo era mágico: do caminho de ripas de coqueiro que nos levava ao atelier nos fundos da casa, ao próprio atelier, construído com o mesmo material. Nilso utiliza madeira de demolição naval para construir mesas, petisqueiras, portas e outras peças de cores fantásticas, já que partes das tintas que outrora viram o mar, tiveram que se esconder sob novas camadas. Nilso lhes dá luz novamente sob o olhar apaixonado e cheio de admiração de Leda. www.demolicaonaval.blogspot.com< O designe da sua casa, suas janelas e portas, os detalhes do piso, a escada que leva ao mezanino e, principalmente, o clima do ambiente, nos deixa encantados a todos.

Mas, nós tínhamos ido até lá para pedir-lhes a churrasqueira emprestada, e quando lhes fizemos o pedido, ele um pouco desconcertado nos mostrou num canto do jardim uma feita de tonel metálico, com tampa móvel que permite defumar, e tamanho ideal. Devia estar ali há muito, e era parte integrante da paisagem. Reinava silenciosa na quietude daquele jardim, e brilhava colorida e quente nos dias de assar peixes embrulhados em papel alumínio, em retribuição a acolhida e ao respeito à sua silente presença que o casal lhe oferecia. A urgência e a necessidade nos tornou momentaneamente insensíveis para recusar aquela doída oferta. Antevendo o desastre, Leda acudiu com um edredom de cor mostarda, com pouco uso, que jogou na mala do Meriva para acolher sua amiga.
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Quando a apanhamos nos braços, seus pés de ferro se desmancharam. Mas ela não deu sinais de fraqueza até tentarmos removê-la na casa de Babá. Em sinal de protesto à interrupção do seu ciclo de vida, esfarelou-se, causando pequenos ferimentos em nossas mãos.

Já era meio dia.

Saímos em direção à feira de Cabedelo (cidade portuária da grande João Pessoa), e depois tentamos comprar a churrasqueira de um assador de galetos. Botamos preço em tudo: na churrasqueira e nos galetos, os assados e os ainda crus. Não teve jeito, era o “ganha-pão” do cara.

Fomos em serralharias, pequenos mercados, bares... E nada.

Com muita insistência consegui convencer Babá que não dava mais para fazer nenhum churrasco para o almoço daquela sexta-feira 13.
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Uma das dez vítimas.
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Exagerado, Babá foi ao Bar da Praia, de propriedade de um italiano de nome David que há anos encantou-se com o litoral paraibano, e comprou peixada para as trinta pessoas.

Quando chegamos estavam famintos. Todos familiares ou pessoas amigas, mas todos muito queridos.


Compreenderam, curtiram a peixada, e tudo terminou em violão, cerveja e muitos, muitos sorrisos.

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