quinta-feira, 22 de junho de 2017

THIAGO PESSOA CAMELO - O ASSASSINO MEMBRO DA FAMÍLIA PESSOA QUE DÁ NOME À CAPITAL PARAIBANA - EXECUTOU O PROFESSOR GUILHERME BARBOSA COM UM TIRO A SANGUE FRIO



ESSE É O ASSASSINO THIAGO PESSOA CAMELO - MEMBRO DA FAMÍLIA PESSOA QUE DÁ NOME À CAPITAL PARAIBANA
ACOSTUMADA A NUNCA TER SEUS MAL FEITOS QUESTIONADOS EM UMBUZEIRO, A FAMÍLIA PESSOA TRATA A PREFEITURA E CADA UM DOS HABITANTES DA CIDADE COMO SEUS PERTENCES.

A PARAÍBA MERECE TER UMA CAPITAL COM UM NOME QUE SÓ LHE TRAGA BOAS LEMBRANÇAS. CHEGA DE SANGUE MANCHANDO AINDA MAIS DE VERMELHO, E DE PRETO ENCHENDO DE LUTO, A BANDEIRA DA PARAÍBA.


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Após livrar o flagrante, ex-prefeito de Umbuzeiro, no Agreste paraibano, Thiago Pessoa Camelo se apresentou, acompanhado de advogado, na 11ª Delegacia Seccional de Queimadas nesta terça-feira (21/06). 

Ele afirmou, segundo a PC, que foi autor do disparo que matou o professor de educação física e candidato a vereador Guilherme Barbosa da Silva, de 50 anos. 

O crime ocorreu domingo (18), em Umbuzeiro. 

O ex-prefeito foi ouvido pelo delegado Danilo Orengo, seccional da 11ªDSPC. 

A versão de Thiago Pessoa - confiando no sobrenome e na fama que tem a família de resolver “todas as paradas” de revolver em punho - é a de que houve uma discussão com o professor e que, por consequência, ocorreu uma luta corporal. 

Após isso algumas pessoas separam os dois e cada foi para seus carros. 

Alegou ainda que quando estava indo embora, a vítima o surpreendeu e tentou retirá-lo do carro. 

Assustado, o ex-prefeito afirmou sacou da arma e atirou. 

O delegado Danilo Orengo vai ouvir outras pessoas para fundamentar ainda mais os procedimentos e remeter o inquérito à justiça que vai determinar se o ex-prefeito deve ser preso ou responderá em liberdade, porém a autoria e a materialidade do crime estão definidas e determinadas. 

Ora, delegado!... 

O professor estava armado? Possuía arma de fogo? 

Quem serão essas pessoas que o assassino apresentará como havendo separado os dois de uma possível briga? 

Não apenas a Paraíba, mas o Brasil todo estará de olho na prisão do assassino que, segundo rumores, executou o professor a sangue frio, por estar incomodado com as verdades que ele falava. 




quarta-feira, 21 de junho de 2017

DISFARÇADO DE HERÓI NACIONAL, TEMER SE FECHA EM SUITE NA RÚSSIA AO SABER QUE SEU AMIGO FUNARO O ENTREGOU DE BANDEJA



COMPLETAMENTE DESMASCARADO E PRESTES A SER DESTITUÍDO E PRESO, TEMER VAI PARA UM "ROLÊ" NA "REPÚBLICA SOCIALISTA  DA RÚSSIA"

Apontado como operador do deputado cassado Eduardo Cunha e do PMDB da Câmara, chefiado por Michel Temer, o corretor financeiro Lúcio Funaro prestou depoimento à Polícia Federal em que acusa Temer de ter lhe orientado a realizar pagamentos de propina envolvendo recursos do Fi-FGTS. Essas operações, segundo Funaro, geraram "comissões expressivas, no montante aproximado de R$ 20 milhões".

Funaro disse à PF que pagou uma "comissão" ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência e um dos principais aliados do presidente Michel Temer, Moreira Franco. "O declarante [Funaro] pagou comissão desta operação a Eduardo Cunha e a Moreira Franco; os pagamentos foram feitos em espécie, não se recordando dos valores neste momento, mas que posteriormente irá apresentá-los", disse Funaro, segundo o termo de depoimento, divulgado pela Folha.

O doleiro revelou também que pagou, em espécie, R$ 20 milhões para o ex-ministro Geddel Vieira Lima, em "comissões" por liberações de crédito a empresas do grupo J&F. Geddel era então "vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica" e o grupo J&F, holding que controla a JBS, segundo Funaro, "tinha interesse em obter linhas de créditos junto a esta instituição".

Leia texto do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, sobre o assunto:
Aconteceu o pior pesadelo de Michel Temer e sua turma.

Lúcio Funaro, o operador de Eduardo Cunha resolveu mesmo falar.

E disse à Polícia Federal , segundo a Folha, que Temer fez “orientação/pedido” para que fossem feitas duas “operações” de liberação de crédito junto ao Fundo de Investimentos do FGTS para duas empresas privadas:  BrVias e a LLX.

Essas operações, segundo Funaro, geraram “comissões expressivas, no montante aproximado de R$ 20 milhões”.

O dinheiro, segundo Funaro, foi destinado “principalmente” à “campanha para Presidência da República no ano de 2014” e à campanha do ex-deputado federal Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Funaro relatou também que ouviu do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que havia “conhecimento do presidente Michel Temer a respeito da propina sobre o contrato das plataformas entre a Petrobras Internacional e o grupo Odebrecht”. Ele afirmou ainda que pagou uma “comissão” ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência e um dos principais aliados do presidente Michel Temer, Moreira Franco.

“O declarante [Funaro] pagou comissão desta operação a Eduardo Cunha e a Moreira Franco; os pagamentos foram feitos em espécie, não se recordando dos valores neste momento, mas que posteriormente irá apresentá-los”, disse Funaro, segundo o termo de depoimento.

No mesmo depoimento, Funaro afirmou também ter pago, em espécie, um total de R$ 20 milhões ao ex-ministro Geddel Vieira Lima por “operações” na Caixa Econômica Federal. Esse dinheiro, segundo o corretor, eram “comissões” por liberações de crédito a empresas do grupo J&F.

Funaro disse que foi ele quem apresentou Geddel ao empresário Joesley Batista, da JBS. O peemedebista era então “vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica” e o grupo J&F, holding que controla a JBS, segundo Funaro, “tinha interesse em obter linhas de créditos junto a esta instituição”.

“A primeira operação efetuada para a J&F foi a liberação de operação de crédito para a conta empresarial; Após essa [Funaro] fez mais empréstimos e outras operações de crédito para a própria J&F e outras empresas do grupo, como Vigor, Eldorado, Flora e Seara”.



domingo, 18 de junho de 2017

O PROCURADOR CARLOS FERNANCO E A "PERSUASÃO" DE AÉCIO NEVES



COM TODO O APARATO TÉCNICO QUE TEM A SEU DISPOR, COMO A POLÍCIA FEDERAL, O PROCURADOR CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA, AO PERCEBER QUE TODO O ESQUEMA MONTADO PELA LAVA JATO DESMORALIZADA, PORQUÊ PARTIDÁRIA, TENTA COLOCAR A CULPA DA CEGUEIRA GERAL NO PODER DE PERSUASÃO DE CRIMINOSOS COMO SEU ANTIGO ÍDOLO AÉCIO NEVES





Já que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima gosta de usar o Facebook, para comentários sobre política e desabafos, ele bem que poderia ser o primeiro a pedir desculpas a Dilma Rousseff por ter colaborado, conscientemente ou não, para tirá-la da presidência da república.

Em uma de suas mais recentes postagens, ele diz:


Infelizmente, entretanto, algumas das pessoas que nos apoiavam o fizeram por motivos mesquinhos ou ingênuos. Os primeiros queriam apenas substituir um partido pelo seu próprio partido, sem qualquer pretensão de buscar o bem comum.

O fato é que a Lava Jato contribuiu, decisivamente, para o resultado do jogo político.

Carlos Fernando não sabia que os policiais federais que trabalharam ou trabalham com ele militavam nas redes sociais em favor da campanha de Aécio Neves a presidente?

Igor Romário de Paula, um dos delegados que chefiam a Lava Jato, pediu votos nas redes sociais para Aécio e participou de um grupo no facebook chamado Organização de Combate ao Crime Organizado.

A imagem do grupo mostrava Dilma com dois dentes para fora da boca e o selo “Fora, PT!”.


Em uma das postagens, que mostravam Aécio rodeado de mulheres, escreveu: “Esse é o cara!!!!!”

Ele também compartilhou link de uma revista inglesa (Economist), que defendia o voto em Aécio: “Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio”.

A jornalista Júlia Duailibi, do Estadão, relatou este e outros exemplos de militância em favor de Aécio no interior da Lava Jato.

“Alguém segura essa anta, por favor”, declarou o delegado Marcio Anselmo, ex-coordenador da Operação Lava Jato, em uma notícia cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”.

Como cidadão, a manifestação é livre, mas, para policiais que trabalhavam na investigação de corrupção nas estatais do governo, declarar apoio a Aécio significava fechar os olhos para o que já se sabia da participação do PSDB nos esquemas de roubalheira.

A Lava Jato foi seletiva contra o PT e contra um ou outro membro do PMDB até que, em Brasília, a equipe de Rodrigo Janot escancarasse as portas que blindavam Michel Temer, Aécio Neves e outros tucanos.

O que foi feito com a informação, contida na delação de Nestor Cerveró, de que o filho de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique, foi beneficiário da corrupção na Petrobrás?

Ele prestou depoimento? Teve sigilo quebrado, como aconteceu com os filhos de Lula?

Duas fotos são simbólicas desse momento em que a Justiça, principalmente em Curitiba, se apresenta com dois pesos e duas medidas.

Em uma, Moro aparece sorridente conversando ao pé do ouvido com Aécio.

Em outra, ele sorri feliz no cumprimento a Michel Temer.

A Lava Jato de Curitiba foi tudo, menos republicana.

Comparando as datas das principais fases da operação com o calendário eleitoral ou das manifestações, encontra-se uma sincronia.

Por exemplo, no dia 6 de março de 2016, Moro determinou a condução coerciva de Lula, sexta-feira da semana anterior a uma manifestação programada pelos movimentos anti-PT – o pretexto era corrupção, mas a motivação era outra: vingar-se da derrota eleitoral de 2014.

Os líderes das manifestações em todo o Brasil comemoraram o que chamaram de injeção de ânimo dada pela Lava Jato com aquela condução coercitiva.

Um deles, Syllas Valadão, de um movimento chamado Patriotas, disse que a presença do público nas ruas dobraria graças à força dada pela turma de Curitiba.

E foi o que aconteceu.

Era uma manifestação de enorme maioria branca e de classe média.

Mas, para quem queria uma foto de muita gente na rua para justificar a derrubada da presidente, isso não importa.

Era o que faltava para impulsionar o golpe.

Com o apoio dos antigos adversários de Dilma e do PT, Michel Temer mudou de lado e assumiu, pouco depois, o Palácio do Planalto.

E do palácio ele não quer sair, apesar do selo que carrega na testa: “chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”, como definiu o corruptor confesso Joesley Batista, na entrevista à revista Época.

Michel Temer tem, a seu favor, o silêncio cúmplice dos ex-batedores de panela.

Em 26 de setembro de 2016, também na sexta-feira da semana anterior às eleições municipais, a Lava Jato prendeu Antônio Palocci, ministro da Fazenda de Lula.

O ministro da Justiça de Temer na ocasião, Alexandre de Moraes, deixou um registro histórico, ao antecipar para militantes do MBL em Ribeirão Preto que haveria uma grande operação na véspera da eleição.

“Vocês vão se lembrar de mim”, disse ele, com um sorriso maroto, conforme captaram câmeras de celular dos militantes de direita.

A vitória do PSDB, partido a que o ministro Alexandre de Moraes era filiado, e a derrota do PT devem, em grande medida, à repercussão da prisão de um dos nomes mais expressivos do PT.

Quanto a prisão de Palocci contribuiu para que não houvesse segundo turno em São Paulo e Doria vencesse com facilidade?

Óbvio que ninguém defende a impunidade – se há motivos para Palocci ser investigado, processado ou até mesmo preso, que seja –, mas parece evidente que o relógio da Lava Jato de Curitiba parecia sincronizado com as ações da direita no Brasil.

No desabafo postado no Facebook, Carlos Fernando dos Santos Lima diz que algumas das pessoas que os apoiaram o fizeram por motivos mesquinhos ou ingênuos.

E sobre ele próprio e os demais membros da Lava Jato de Curitiba? Ao conduzir uma investigação e um processo que, ao final e ao cabo, serviram para derrubar Dilma e agora interditar Lula, o fizeram por ingenuidade ou mesquinharia?

Ou existe outra motivação?
 
 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

OS 4 MAIORES ABSURDOS JURÍDICOS DAS ALEGAÇÕES FINAIS DO MPF CONTRA LULA



EX PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA



Publicado no Justificando.

Nenhuma prova e muita convicção. Assim podem ser resumidas as alegações finais de Deltan Dallagnol entregues no início do mês ao juiz Sérgio Moro. Apesar de não ter presenciado nenhum dos depoimentos, bem como ter faltado ao interrogatório do ex-presidente Lula, o Procurador, cuja atuação pública tem sido voltada para elaboração de posts em Facebook, peças de Power Points e empreitadas legislativas, pediu a condenação em regime fechado e ao pagamento de multa de mais de 87 milhões de reais. Leia na íntegra as alegações finais.

1. Não ter provas é a prova

Nas alegações finais, o MPF afirma que não foram encontradas provas contra Lula. Segundo o próprio Dallagnol: “Se é extremamente importante a repressão aos chamados delitos de poder e se, simultaneamente, constituem crime de difícil prova o que se deve fazer? A solução mais razoável é reconhecer a dificuldade probatória”.

Neste trecho, o procurador tenta argumentar e explicar o por que da incerteza ser algo necessário na construção da denúncia: “A certeza, filosoficamente falando, é um atributo psicológico e significa ausência de capacidade de duvidar. O estado de certeza diz mais a respeito da falta de criatividade do indivíduo do que a respeito da realidade”. Caso vingue a tese de que a falta de provas constitui prova cabal, fica a pergunta de como seria possível se defender de uma acusação dessa.

Além disso, a título de argumentação, o MPF alega que Lula recebeu o triplex como “presente” da OAS por ter “deixado” a empreiteira vencer milionários contratos na Petrobrás. A defesa do presidente, contudo, aponta que a prova cabal de que o imóvel é da OAS e sempre foi. Prova disso seria que a empreiteira usa o triplex em contratos com terceiros. Outro ponto sustentado pela defesa são documentos que provam que o imóvel era propriedade da OAS. Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora confirmou em depoimento a informação documental. Ou seja, não há prova do alegado pelo MPF, mas tão somente convicções.

Para os convictos Procuradores, a propriedade no papel e o uso do imóvel como garantia de operações financeiras pela OAS não bastam, pois o fato de não ter prova é a própria prova: “Como provado no presente caso, sendo o triplex no Guarujá destinado ao réu Lula pela OAS a partir dos crimes de corrupção contra a Administração Pública Federal, sobretudo contra a Petrobras, esconder que o réu Lula é o proprietário do imóvel configura o crime. Dizer que “não há escritura assinada” pelo réu Lula é confirmar que ele praticou o crime de lavagem de dinheiro”. Em outras palavras, os procuradores presumem a lavagem de dinheiro, o que é um erro crasso jurídico constatado com tranquilidade em conversas com professores de Direito Penal.

Para infortúnio dos acusadores, a ânsia da acusação em provar que Lula teria recebido um apartamento apenas com base em suposições é algo muito frágil. Como explica Urbano Ruiz, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, em artigo para o Justificando a máxima de qualquer cartório de registro de imóveis traz que “só é dono quem registra” e vale também para esse processo.

“O sistema impede que os juízes admitam outra prova da propriedade imobiliária senão mediante a exibição do respectivo título de domínio, registrado. É o que dispõe o art. 366 do CPC – ‘quando a lei exigir, como da substância do ato, o instrumento público, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta’. Em sendo assim, ociosa qualquer alegação de que o ex-presidente Lula seria o dono do apartamento do Guarujá ou do sítio de Atibaia. É que o juiz não poderá admitir outro meio de prova que o registro imobiliário” – escreveu o magistrado.

2. Para embasar pedido com teoria jurídica, Deltan cita a si mesmo e fala que Lula deve ser condenado caso ele tenha explicado “melhor” as provas

O procurador Dallagnol cita, por sete vezes, seus livros como fontes teóricas que embasam as alegações finais. Segundo ele referenciando a si mesmo, a condenação estaria teoricamente embasada ante a indevida utilização de instrumentos lícitos (ou seja, permitidos em lei).

Citando uma de suas obras, ele tenta justificar os motivos pelos quais seria difícil encontrar provas para o crime de lavagem de dinheiro: “Considerando que a lavagem de capitais é conduta que busca conferir aparência de licitude a dinheiro de origem ilícita, parece evidente a razão pela qual em muitos casos a indevida utilização de instrumentos em si lícitos é eleita como método de preferência pelos agentes criminosos”.

O livro é usado para embasar mais uma de suas “teorias”, a fim tentar embasar as convicções apresentadas nas alegações finais: “O ponto aqui é que disso tudo flui que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova. Isso não é apenas um “fruto do acaso”, mas sim da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus”.

Para condenar Lula, Deltan requer que seja aplicado o explanacionismo, teoria importada por ele para o processo penal contra o ex-presidente. “No viés explanacionista, a hipótese que deve ser adotada como verdadeira é aquela que melhor explicar as provas colhidas”. Ou seja, Deltan parte do pressuposto que ele explicou melhor as provas que ele entende que colheu, embora tenha admitido que não as tenha. De outra parte, ele importa o conceito norte-americano que prega pela condenação quando não há dúvida razoável sobre a inocência. A defesa do ex-presidente colecionou dezenas de testemunhas, apresentou documentação e teoria penal aplicada aos réus no país. Logo, pela própria lógica de Deltan, haveria dúvida razoável nesse caso.

3. Criminalização da política

O MPF também criminaliza a política nas alegações finais. Exemplo disso é usar, como indício, a nomeação de aliados aos cargos da administração federal com o objetivo de ganhar apoio entre os partidos que se uniram a ele nas eleições e formarem um governo de coalizão. O que jamais constou na lei como crime.

“No intuito de angariar o apoio de importantes partidos políticos que não compunham a base governamental, Lula nomeou, ainda em 2003, pessoas ligadas notadamente ao Partido Progressista e ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro para ocupar altos cargos da Administração Pública Federal, compondo relevantes alianças, ao que, finalmente, o então Presidente da República viu seu projeto governamental alinhado às suas prioridades”.

Um dos cargos apontados pelo MPF é a escolha de José Dirceu, militante histórico e ex-presidente do PT, ao cargo de Ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Lula, uma afirmação tola pois, apesar dele ter sido condenado posteriormente, no momento da indicação não havia outra pessoa naquele contexto político para o cargo. Já o “presidencialismo de coalizão”, prática histórica política de lotear cargos com quadros de partidos da chapa vencedora das eleições a fim de garantir estabilidade, foi apontada como uma das “provas” da conduta criminosa do ex-presidente.

Ou seja, o MPF criminaliza uma prática comum da política, inerente a qualquer administração pública em um país presidencialista de coalizão, tradicionalmente republicano, como o Brasil. Tenta tornar crime algo que não está previsto na lei como crime.

4. Multa de 87 milhões e teoria do domínio do fato

Apesar de não apresentar prova – e usar desse fato como “prova cabal” do crime – e de imputar um apartamento que não está registrado e cuja suposta propriedade de Lula foi negada por testemunhas de acusação e defesa, as alegações finais se valeram do julgamento do Mensalão para reforçar a condenação via “teoria do domínio do fato”.

Desenvolvida pelo jurista alemão Claus Roxin, a versão brasileira dessa teoria afirma que quem teria o comando responde pelas ações de quem está em hierarquia inferior na cadeia criminosa, ainda que não haja prova de que o comandante sabia da conduta. Esse raciocínio foi central no julgamento do Mensalão, mas recebeu intensa crítica do próprio autor, o qual afirmou que não é possível utilizá-la quando não há prova de conhecimento da ilicitude pelo acusado.

Para Deltan, o fato de Roxin ter refutado a teoria à la mensalão, “é fato que a teoria foi desenvolvida de forma autônoma tanto na aplicação jurisprudencial quanto na sua adaptação a outros países, de forma a se admitir tal possibilidade”. Ou seja, não importa que ele tenha refutado, o Procurador defende que ela seja aplicada mesmo assim.

O MPF defende que o ex-presidente deva pagar o valor integral dos desvios apurados entre a OAS e a Petrobras por ser suposto comandante do esquema. Vale lembrar que Lula foi apontado como beneficiário de 3,7 milhões de reais, na forma da aquisição e reforma de um tríplex em Guarujá, litoral de São Paulo, e do armazenamento de seu acervo pessoal, mas a multa requerida é mais de 20 vezes esse valor. Impressionantes 87 milhões de reais.






FHC: SE A PINGUELA DESPENCAR, VAMOS NO BRAÇO



Golpista sem vergonha, foi um dos primeiros a defender o impeachment da digna presidenta Dilma visando defender a quadrilha que sempre mamou nas tetas da mãe pátria, mesmo quando não estava mais no poder.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no ano passado comparou o governo de Michel Temer a uma "pinguela" - ponte estreita e instável -, diz agora que "preferiria atravessar a pinguela, mas, se ela continuar quebrando, será melhor atravessar o rio a nado".

A declaração foi feita em nota à Agência Lupa, que apontou diversas contradições nas falas recentes de FHC, sobre eleições diretas, apoio do PSDB ao governo e renúncia de Temer.

FHC revelou posicionamento diferente, por exemplo, da Executiva Nacional do PSDB, que nesta semana decidiu manter o apoio a Temer. O ex-presidente não esteve presente na reunião.

"Se tudo continuar como está, com a desconstrução contínua da autoridade [de Temer], pior ainda se houver tentativas de embaraçar as investigações em curso, não vejo mais como o PSDB possa continuar no governo", disse.

"No texto, o ex-presidente também fala da necessidade de 'devolver a legitimação da ordem à soberania popular' – sem, no entanto, fixar datas ou esclarecer se faz uma defesa aberta da convocação de eleições diretas", diz ainda a reportagem da Agência Lupa.

OU "TEMERGATE" OU PUNIÇÃO À VEJA



"Não podemos ter dúvida a respeito: se a Veja estiver certa - e até agora mantém sua denúncia - Temer fica mais próximo ao Temergate (uma referência ao caso norte americano do Watergate que levou Richard Nixon à renúncia)

A seguir, texto de Alex Solnix no Brasil 247

Não, dona Carmen Lúcia, com todo o respeito e data vênia: Vossa excelência não tem o direito de dizer que o assunto acabou, que o fato foi vencido. Não foi. Ainda não sabemos se o que saiu na Veja da semana é verdade, que Temer mandou o general Etchegoyen fazer o dossiê do ministro do STF Luiz Edson Fachin ou se a Veja está nessa conspiração para derrubar Temer, como quer a sua tropa de choque, em parte herdada de Eduardo Cunha.

É um fato muito grave, gravíssimo porque contém dois crimes. O primeiro é um grampo clandestino, se Fachin foi grampeado só pode ter sido clandestinamente, já que não há notícia de algum juiz ter autorizado grampo no Fachin.

Quando grampos clandestinos são ordenados pelo presidente da República já se ultrapassou a fronteira entre a democracia e a ditadura.

O segundo crime é o investigado intimidar o juiz que o investiga - coisa que se vê em filme da máfia, filme de gangster.

Denunciado por envolvimento nessa trama, Temer sequer cogitou processar a revista, o que seria a primeira coisa a fazer para rebater a suposta ofensa ou injúria.

Não podemos ter dúvida a respeito: se a Veja estiver certa - e até agora mantém sua denúncia - Temer fica mais próximo ao Watergate, aquele caso em que Nixon renunciou depois de ser flagrado autorizando escutas clandestinas na sede do Partido Democrata e a mídia poderá falar de Temergate sem medo de errar; se estiver errada tem que pedir desculpas na próxima edição, a Temer e ao país. Se mentiu, tem que ser punida.

Precisamos saber e até mais do que isso, temos o direito de saber se a Veja errou, mentiu etc e Temer é um justo ou se a Veja acertou e temos aí um Temergate.

Eu espero que Temer prove que a Veja pisou na bola, pois é pior haver um presidente gangster que uma revista mentirosa.